domingo, 18 de junho de 2017

A semana foi terrível, nela,  esta foi a segunda vez em que confundiram a minha pessoa com outra pessoa...(isso é terrível, pelo constrangimento de ambos, um que se engana e o outro que não sabe o que falar), aí imaginei o diálogo que se segue baseado em fatos reais, não foi o que quase aconteceu, é mera ficção.

- oi! Tudo bem? – perguntou o outro.
- tudo certinho! – respondi eu.
- você já vendeu o motor ‘mercuri’?
- vendi. (nem sei o quê é isso)
- pra quem?
- um senhor que mora lá perto de Santa Albertina (SP). (vai vendo)
- por quanto? (cara de curioso)
- R$ 10,00 (dez reais). (cara de pau)
- Nossa! Tem certeza? (cara de espanto)
- tenho. Ele disse que o motor era igual ao que tinha sonhado, até a cor era igualzinha. E o barulhinho, idêntico. (cara de bobo, disfarçando e procurando um carrinho do supermercado)
- mas, muito barato! (cara de estupefato - gosto da palavra - estupefato)
- era o motor do sonho dele, não? Não queria desapontá-lo, acabar com o seu desejo... Muito menos decepcioná-lo! Não é? (né).
- tem certeza?! (cara de admirado)
- tenho, pode ficar tranquilo, está tudo bem... (vou pegando o carrinho para compras)
-... !
-...  Ah! Aviso: nem gosto de pescar! (indo as compras)
-... !
Nhé! Nhé! Nhé! (Rodinhas do carrinho mal cuidadas)...

Fim!

Obs: no outro caso, a pessoa que se enganou, perguntou-me: ‘você já vendeu o sítio de 10 (dez) alqueires?...’(é outra estória, nhé?).


By celso antonio (atônito).  

sábado, 21 de janeiro de 2017

Uma folha em branco
Nada tem a dizer
Mas, tem tudo para nos contar
Um mar de se falar
Talvez muitas coisas para se fazer.

Numa folha em branco
O universo não existe,
Ou existe?
Para ser franco
A folha em branco não desiste
Com seu branco nos perturbar
E nela se achar e se embrenhar.

Nada existe numa folha em branco.
Nada? Acho que não,
Existe nela um coração
Para ser descoberto
Por você, isso é certo...
Procure então!

Folha em branco
Brancura como a areia da praia
Esperando o azul do mar
Para junto poder fazer acontecer, desenhar
A presença do sol, das estrelas do céu.


Celso Anstonio, janeiro de 2017. segunda-feira